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Desempenho Ambiental

A preocupação com o meio ambiente e com atuação sustentável são assuntos cada vez mais presentes e atuantes nas estratégias de negócio de empresas em todo o mundo. O processo crescente de cobrança por uma postura responsável e comprometida - tanto pela sociedade quanto pelos órgãos reguladores - incentiva a implantação de processos de gestão ambiental sistematizados e que assegurem os resultados positivos.

Na Chesf, esse pensamento tem se fortalecido a cada ano e hoje a dimensão ambiental já está atrelada ao pensamento estratégico da empresa. O resultado são processos de gestão que, por meio de diretrizes sustentáveis, norteiam desde o planejamento até a operação dos empreendimentos de geração e transmissão.

Por meio de ações do Departamento de Meio Ambiente (DMA) e com o envolvimento de todas as áreas, a empresa tem assegurado a incorporação da sustentabilidade ao seu dia a dia e, com princípios de articulação interna, externa e de relacionamento com a sociedade, uso sustentável dos recursos energéticos, desenvolvimento científico, tecnológico e de gestão ambiental, vem tornando esse processo cada vez mais maduro.

Gestão sustentável

A legislação ambiental tem sofrido uma evolução constante. Para se adequar a essa nova realidade, a Chesf trabalha para aprimorar seu modelo de gestão, adotando uma abordagem que integra as fases de planejamento, implantação, construção e operação com foco no controle, redução e compensação dos impactos negativos e a potencialização dos impactos ambientais positivos.

Hoje, a gestão ambiental desenvolvida pela Chesf está baseada nos seguintes princípios:

  • Conformidade com as políticas públicas, marcos legais e regulatórios e com os acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário.
  • Atendimento aos princípios da sustentabilidade corporativa.
  • Manutenção de um processo sistemático e contínuo de melhoria nas práticas de gestão.
  • Incorporação da dimensão ambiental aos processos das empresas.
  • Aplicação de programas e ações ambientais de forma articulada com outros setores e instituições.
  • Promoção do relacionamento com os diversos segmentos da sociedade.
  • Exploração das potencialidades de recursos energéticos locais e regionais atendendo aos princípios do desenvolvimento sustentável.
  • Apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico aplicado às questões ambientais.
  • Execução e promoção de ações relativas à gestão ambiental.

Em 2013, o departamento de Meio Ambiente da Chesf investiu cerca de R$ 16 milhões em ações necessárias para o cumprimento das exigências socioambientais de responsabilidade da Chesf.

Entre elas se destacam:

  • Obtenção de 40 licenças ambientais de empreendimentos de geração e transmissão.
  • Execução do Plano de Ação Socioambiental (PAS) do Complexo de Paulo Afonso, programa com uma abordagem inovadora considerado referência nacional pelo IBAMA.
  • Plantio de 64.000 mudas de espécies nativas como parte do trabalho de recomposição da Mata Ciliar do Baixo São Francisco e tributários.
  • Repovoamento dos rios São Francisco e Parnaíba, nas proximidades dos reservatórios das UHEs do Complexo de Paulo Afonso e de Boa Esperança, com a soltura de mais de 700.000 alevinos.
  • Recuperação de 388,54 hectares de áreas degradadas em Boa Esperança, Sobradinho, Complexo de Paulo Afonso, Itaparica e Xingó.
  • Monitoramento da fauna e da flora nas áreas de influência de Xingó e Boa Esperança.
  • Execução dos Programas de Educação Histórico Patrimonial e do Inventário das Manifestações Culturais no Município de Casa Nova.
  • Monitoramento ambiental do rio São Francisco devido a diminuição de sua vazão para 1.100 m3/s.

Consumo de energia indireta comprada por fonte (Giga-Joules)
2013 2012
Processos operacionais para a melhoria do meio ambiente 10.281.265 8.028.483
Preservação e/ou recuperação de ambientes degradados 2.431.822 2.733.867
Educação ambiental para empregados, terceirizados, autônomos e administradores da entidade 444.609 895.712
Educação ambiental para a comunidade 706.164 656.219
Outros projetos ambientais 2.127.677 2.231.535
Compensação Ambiental 170.886 3.663.891
Total 16.164.436 18.211.719

Economia, conservação e eficiência

A excelência na gestão dos níveis de consumo de energia elétrica é um objetivo de grande importância para a Chesf. Por isso, o Departamento de Tecnologia e Desenvolvimento de Alternativas de Geração (DTG), por meio da Divisão de Eficiência Energética e Desenvolvimento Tecnológico (DEED) desenvolve estudos para racionalizar o uso de energia elétrica e participa da coordenação e elaboração de estudos e projetos de melhoria em eficiência energética nas instalações da empresa.

A empresa também participa de importantes iniciativas voltadas para a redução no consumo de materiais, energia e água. São medidas que favorecem de forma significativa a redução de emissões e de resíduos, seja em áreas onde a empresa já atua de forma mais consolidada (como o acompanhamento do consumo de energia elétrica) ou em linhas de ação onde ainda há grande espaço para evolução.

Interna e externamente, a Chesf trabalha em diversas iniciativas voltadas para o uso mais racional da energia elétrica e da água. Entre os principais benefícios gerados, está a redução dos impactos ambientais em diversos setores. Uma dessas iniciativas é o Programa ReLuz, um dos subprogramas do PROCEL, em que a empresa contribuiu com a melhoria de mais de 12 mil pontos de iluminação pública só em 2013. Isso corresponde a uma redução de mais de 500 tCO2.

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Melhores práticas em gestão de energia

Entre os planos da Chesf está a ampliação do acompanhamento e controle das metas de consumo de energia elétrica com o uso de redes e medidores inteligentes e a busca por tecnologias mais eficientes e com maior emprego de fontes alternativas e limpas. Em 2013, um dos maiores destaques desse trabalho foi a discussão para adotar um futuro Sistema de Gestão de Energia (SGE) nos padrões da ISO 50.001:2011 . O objetivo é dispor de uma ferramenta de apoio para a implantação de alternativas mais eficientes para economizar energia por meio de um modelo de gestão capaz de reduzir custos impactos ambientais

A Chesf também participou de fóruns nacionais e internacionais para debater as medidas mais adequadas na redução de impactos ambientais por meio da Eficiência Energética, do uso de Energias Renováveis e da Proteção do Clima Global. De maneira geral, em 2013 a empresa avançou significativamente na redução de diversos de seus itens básicos de consumo, sem prejuízo para a execução dos trabalhos. A forma integrada de Gestão dos Consumos ainda não é uma realidade, entretanto um longo caminho já foi percorrido e alguns resultados já começam a surgir de forma mais evidente e benéfica.

Consumo de energia direta comprada por fonte (Giga-Joules)
2013 2012
Não-renovável
Gasolina 1.293,26 1.605,60
Diesel 55.306,58 60.571,33
Querosene de aviação 4.106,32 4.510,94
Total 60.706,17 66.687,87
Renovável
Etanol 53.084,09 56.321,15
Total 53.084,09 56.321,15
Total (renovável + não-renovável) 113.790,26 123.009,01
% consumo de energia não-renovável 53,35% 54,21%

GRI EN4

Consumo de energia indireta comprada por fonte (Giga-Joules)
2013 2012
Não-renovável
Fósseis 4.824,42 3.099,56
Total 4.824,42 3.099,56
Renovável
Hidráulica 18.874,79 25.605,51
Alternativas (Eólica+Nuclear) 3.619,13 1.116,13
Total 22.493,92 26.721,65
Total (renovável + não-renovável) 27.318,34 29.821,20
% consumo de energia não-renovável 17,66% 10,39%

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Transporte mais limpo

Em 2013, a Chesf continuou sua parceria com a Itaipu no desenvolvimento do projeto Veículo Elétrico (VE) e recebeu um reforço de mais três veículos para testes em diversas operações da empresa. Essa iniciativa representa um importante ganho tecnológico para a redução do consumo de energia direta e é um passo importante na implantação de um projeto mais amplo e de elevado impacto na redução de consumo e de emissões de GEE. Em média, um veículo de combustão equivalente consome 150 litros de gasolina, 5,22GJ (1450,5kWh) de energia primária, para percorrer 1.500 km. Já o protótipo de VE consome cerca de 15kWh para percorrer 100km, ou seja 0,81 GJ (225kWh) para percorrer os mesmos 1.500km, uma redução de 84,4% da energia primária do combustível equivalente.

Combate ao desperdício

Já com uma metodologia consolidada no acompanhamento do consumo de energia elétrica em suas instalações, a Chesf deu início a um trabalho sistemático de combate ao desperdício de água. Com apoio do Departamento de Tecnologia e Desenvolvimento de Alternativas de Geração (DTG), a Divisão de Eficiência Energética e Desenvolvimento Tecnológico (DEED) apoia a coordenação dos esforços dos representantes das gerências regionais, administrações e do Departamento de Serviços Gerais (DSG) no gerenciamento de recursos, acompanhando o consumo e o processo de reuso água de acordo com metas previamente estabelecidas.

Consumo total de água, por fonte de captação (em m³)
2013 2012
Abastecimento (rede pública) 160.240 168.436
Captação superficial (cursos d’água) 38.626 56.741
Consumo total de água 198.866 225.177
Consumo de água por empregado 34 39
Redução de custos obtida pela redução do consumo de água R$ 555.600,41 R$ 435.720,00

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Consumo total de água por localidade (em m³)
2013 2012
Fortaleza (GRN)19 6.665 5.941
Paulo Afonso (GRP + APA)20 46.643 70.436
Recife (Sede + GRL)21 65.428 48.760
Salvador (GRS + ASV)22 64.879 85.594
Sobradinho (GRB)23 12.627 11.591
Teresina (GRO)24 2.624 2.855
Total CHESF 198.866 225.177

Pela natureza de seu processo de geração de energia hidrelétrica, a Chesf é responsável pelo represamento de grandes corpos d’água. Fonte de energia primária para as usinas, juntas elas acumulam um elevado volumes de água. Diante desse cenário, as retiradas de água para consumo correspondem a um valor inferior a 5% do volume médio anual dos corpos d’água utilizados no processo de geração hidroelétrica. Nesse contexto, não há fontes significativamente afetadas pela retirada de água pela Chesf.

De acordo com o planejamento empresarial, a Chesf investe em seu parque gerador com foco em fontes renováveis de energia, como hidráulica, solar fotovoltaica, termossolar de média e alta concentração, eólica, biomassa e térmica. Esse trabalho está em sintonia com o Plano Decenal de Energia 2023, destacando os investimentos na área de energias renováveis não convencionais, como o projeto da Central Fotovoltaica de Petrolina, que contará com uma planta comercial de silício cristalino de 2,5 MWp e uma tecnológica, que representa a segunda e terceira geração evolutiva de células fotovoltaicas (este investimento já resultou no desenvolvimento da planta fotovoltaica de Bom Nome, com capacidade de 30 MW). Em parceria com o Cepel, a Chesf desenvolveu uma planta termossolar de Cilindro Parabólico com um 1MW de potência elétrica, o que permitirá um acréscimo no conhecimento desta tecnologia para implantação de novos empreendimentos. Destacam-se também a implantação do Parque Eólico de Casa Nova I -180 MW e dos Parques Eólicos de Casa Nova II e III que resultam em 48MW. Além disso, a Chesf vem desenvolvendo importantes projetos de P&D em biomassa, uma área com grande potencial de crescimento.

No processo de geração hidroelétrica não há degradação da água e todo o volume utilizado é devolvido ao curso hídrico sem necessidade de tratamento e sem alteração das suas características. Na Usina Térmica de Camaçari, o resfriamento é promovido por óleo refrigerante, não demandando água no processo produtivo. O único volume significativo do processo produtivo permanece sendo o descarte de 68 m3 de efluente oleoso utilizado na lavagem de equipamentos (tecnicamente, esse efluente não é considerado água)

19. Gerência Regional Norte
20. Gerência Regional Paulo Afonso e Administração de Paulo Afonso
21. Gerência Regional Leste
22. Gerência Regional Sul e Administração Regional de Salvador
23. Gerência Regional Sobradinho
24. Gerência Regional Oeste

GRI SO1 | EN21
Efluentes
2013 2012
Volume total de efluentes (m³) 68,00 68,00
Volume total de efluentes com tratamento (m³) 0 0
Percentual de efluentes tratados (%) 0 0

Gestão eficaz

Uma ação piloto na Regional Oeste, onde estão sendo instalados hidrômetros em todos os pontos de captação de água, permitirá o processo de medição, controle e uma previsão de redução de consumo de água de 10%. A permanente revisão dos conceitos e objetivos relacionados à redução de impactos ambientais no setor energético tem sido encarada na Chesf como uma alternativa efetiva em favor do desenvolvimento sustentável. São medidas que favorecem o melhor uso dos recursos hídricos e promovem a redução da retirada de água nas diversas fontes. Só em 2013, houve uma redução de 7% consumo de água em relação ao ano 2012.

Plano de Ação Socioambiental

Há mais de cinco anos, a Chesf vem desenvolvendo para os empreendimentos de geração um projeto de comunicação e educação conhecido como Plano de Ação Socioambiental (PAS). Iniciado em 2008 no Complexo Paulo Afonso, recentemente o PAS recebeu do IBAMA o reconhecimento de excelência por sua atuação e foi considerado um plano modelo de educação ambiental para empreendimentos hidrelétricos. O programa tem cinco linhas de atuação divididas pelos projetos definidos em proposições coletivas dos municípios:

  • Educação Socioambiental
  • Educação e Saúde Ambiental
  • Conservação dos Recursos Naturais e Recuperação de Áreas Degradadas
  • Fortalecimento Institucional e Sustentabilidade
  • Educação, Arte, Cultura e Meio Ambiente

Além disso, em 2013 os profissionais de Educomunicação da Divisão de Meio Ambiente de Apoio à Gestão (DEAG) desenvolveram campanhas de combate às queimadas em plantações de canade- açúcar nos municípios alagoanos de Penedo, Messias e São Miguel dos Campos. O trabalho ajuda a reduzir o impacto com incêndios em fragmentos florestais próximo aos empreendimentos, diminuindo a quantidade de desligamentos de linha e transmitindo as melhores práticas no manejo do solo.

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Mudanças climáticas

A Chesf reconhece como principais riscos ambientais a suas atividades as alterações na legislação ambiental e questões relativas às mudanças globais do clima, que podem resultar em riscos regulatórios, físicos e estratégicos. Os principais desdobramentos provenientes das mudanças do clima são as medidas políticoregulatórias de mitigação focadas nas questões de taxação de carbono, regulamentação e comércio de emissões.

É importante lembrar que 97% da energia gerada pela Chesf é de fonte renovável e, para manter baixos os riscos regulatórios, a empresa pretende manter sua matriz prioritariamente dessa forma. Para isso busca oportunidades no setor energético e desenvolve programas que incluem a revitalização de suas usinas hidrelétricas, o incentivo à produção de tecnologias e desenvolvimento de projetos de fontes alternativas de energia como solar, eólica, biomassa, células de combustível, biodiesel, dentre outras.

A Declaração de Compromisso da Eletrobras sobre Mudanças Climáticas, aprovada pela alta gerência da empresa, reforça a inserção do tema nos segmentos em que atua. Um dos principais compromissos assumidos pela Eletrobras em 2013 foram as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa em todas as 15 empresas que compõe seu Inventário de GEE. Cada uma delas definiu seus próprios objetivos, levando em conta suas peculiaridades e potenciais de redução de consumo. O compromisso da Chesf - plenamente atendido em 2013 - era a redução do uso de combustíveis fósseis na frota terrestre (0,5% em 2013, 1% em 2014 e 2% em 2015) e diminuição em 1% ao ano do consumo próprio de energia elétrica até 2015.

A atuação das gerências, administrações regionais e do Departamento de Serviços Gerais (DSG) em parceria com o Departamento de Tecnologia e Desenvolvimento de Alternativas de Geração (DTG) tem trazido diversos resultados que merecem ser destacados, como o retrofit nos sistemas de climatização das subestações Sobral II (da Gerência Regional Norte) e Usina Térmica de Camaçari (da Gerência Regional Sul) e o retrofit dos sistemas de iluminação das subestações Campina Grande II (da Gerência Regional Leste).

Outro mecanismo utilizado para reduzir emissões decorrentes de deslocamentos está relacionado às alternativas tecnológicas de comunicação. As videoconferências têm se mostrado uma ferramenta eficaz, sobretudo quando o número de empregados a serem deslocados e o tempo gasto em transporte se mostram inviáveis, tanto sob o ponto de vista operacional quando pelo lado ambiental. Em 2013 foram efetuadas 479 reuniões por videoconferência.

Emissão por escopo GHG Protocol (toneladas)
2013 2012
Emissões diretas de GEE (Escopo 1) 820.728 ND
Emissões indiretas de GEE e Energia (Escopo 2) 194.817 ND
Outras emissões indiretas de GEE (Escopo 3) 1.840 ND
Total de emissões em toneladas equivalentes de CO2 (t CO2e) 1.017.385 ND

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Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio, por peso
Geração e tratamento de resíduos 2013 2012
Emissão
Volume anual de gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O, HFC, PFC, SF6), emitidos na atmosfera (em toneladas de CO2 equivalentes). 1.017.385 300.079,57
Volume anual de emissões destruidoras de ozônio (em toneladas de CFC equivalentes)*. NA NA
*A única fonte de emissão de sustâncias destruidoras da camada de ozônio existente na Chesf é um sistema de combate a incêndio que utiliza o gás halon como agente extintor, instalado no prédio do COS. Porém, conforme informação da DAST, este sistema encontra-se desativado e é constituído de cerca de 10 toneladas desse gás, que está confinado em cilindros. Ainda de acordo com a DAST, o órgão responsável pela guarda deste material é a DASA/SAAA.

Biodiversidade

Em empreendimentos como as linhas de transmissão de energia geralmente ocorrem pequenos impactos em Áreas de Preservação Permanente (APP). Já com isso em mente, a Chesf trabalha de forma a minimizar danos e evita a implantação de torres nesses locais. Além disso, podem ocorrer retiradas de partes da vegetação para a instalação das torres, causando impactos sobre a fauna e a flora local. Contudo, são realizados programas de replantio seletivo no entorno dos empreendimentos e projetos de resgate de fauna, flora e afugentamento de animais. Essas ações ocorrem tanto nos empreendimentos de transmissão como nos reservatórios de hidrelétricas.

Nas usinas hidrelétricas, um dos grandes pontos de atenção é a mudança do regime hídrico dos rios, o que provoca impactos na fauna aquática. Como forma de minimizá-los, a Chesf mantém uma estação de piscicultura para repovoamento do rio e dos reservatórios. Para recuperação de matas ciliares e outras áreas degradadas, a empresa mantém um viveiro florestal para produção e distribuição de mudas nativas da região.

Monitoramento da flora e da fauna

A Chesf realiza, de forma constante, análises e estudos da fauna e flora dos locais impactados por seus empreendimentos para catalogar espécies, registrar a diversidade da região e avaliar ameaças. Seus estudos sempre tomam como base o EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) da área de influência do empreendimento. Quando existe o registro de espécies ameaçadas de extinção, é feito um monitoramento específico para reunir o máximo de informações a respeito de sua biologia de forma a subsidiar futuros programas de conservação e manejo.

As ações realizadas também contemplam Programas de Monitoramento dos Ecossistemas Aquáticos das Usinas. A estratégia da organização para realizar sua gestão da biodiversidade está alinhada aos princípios e diretrizes da Política Ambiental das Empresas Eletrobras, a qual está em conformidade com as políticas públicas, em especial as relativas ao meio ambiente, com os marcos legais e regulatórios pertinentes e os acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, de forma a atender os princípios da sustentabilidade corporativa.

GRI EN13 | EN15

Habitats protegidos ou restaurados

GRI EN15

Espécies ameaçadas e vulneráveis*

Bioma de caatinga, mata ciliar e ambientes lacustres
Aves Mamíferos Répteis Flora
Ameaçadas 1 - -
Quase ameaçadas 19 5 4 -
Vulnerável 1 4 - -
Em perigo - - - 2
*Considerando Lista Nacional e Lista Vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature)

Segurança das instalações

Em 2013, o grupo de trabalho responsável pelos Planos de Contingência da Chesf finalizou os estudos, gerando os modelos para uma usina e uma subestação que estão em fase de implantação como piloto. Em seguida, esses planos serão replicados nas demais unidades, conforme cronograma aprovado pela diretoria. Foi aprovada também a Resolução Normativa que define políticas, competências e responsabilidades pela governança dos Planos de Contingência na Chesf.

Resíduos

Com relação ao manejo de resíduos, a Chesf destinou de forma ambientalmente adequada 145.213 kg de resíduos Classe I (Perigosos), sendo 20.206 kg de baterias chumbo-ácidas, 99.320 kg de resíduos de PCBs (Ascarel), 2.800 kg de óleo inservível, 722 kg de lâmpadas fluorescentes queimadas, 19.075 kg de pneus inservíveis e 3.090 kg de resíduos contaminados com óleo. Em 2013, a empresa não foi multada por violação de normas de proteção ambiental, ressaltando-se que não há qualquer restrição às atividades operacionais da companhia.

GRI EN22
Geração e tratamento de resíduos
2013 2012
Emissão
Volume anual de gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O, HFC, PFC, SF6), emitidos na atmosfera (em toneladas de CO2 equivalentes) – UTE Camaçari. ND ND
Volume anual de emissões destruidoras de ozônio (em toneladas de CFC equivalentes) NA NA
Efluentes
Volume total de efluentes (m3) 190 148
Volume total de efluentes com tratamento (m3) 190 0
Percentual de efluentes tratados (%) 100% 0
Sólidos
Quantidade anual (em toneladas) de resíduos sólidos gerados (lixo, dejetos, entulho etc.). 3.959 4.935
Percentual de resíduos encaminhados para reciclagem sem vínculo com a Companhia. 11% ND
Percentual de resíduos reciclados por unidade ou entidade vinculada à Companhia (projeto específico). ND ND
Gastos com reciclagem dos resíduos (R$ mil) ND ND
Percentual do material de consumo reutilizado (matérias-primas, equipamentos, fios e cabos elétricos). ND ND
Gastos com destinação final de resíduos não perigosos. (R$ mil) ND ND
Manejo de resíduos perigosos 2013 2012
Percentual de equipamentos substituídos por óleo mineral isolante sem PCB (Ascarel). 42,45% 0
Percentual de lâmpadas descontaminadas em relação ao total substituído na empresa (%). 0% 0
Gastos (em Reais) com tratamento e destinação de resíduos tóxicos (incineração, aterro, biotratamento etc.). 3.188.366,55 54.939,65
(*) Realizar o descarte quando o volume armazenado atingir o limite do depósito.

GRI EN1 | EN2
Materiais diretos usados, por tipo
2013 2012
Materiais não renováveis
SF6 (m³, toneladas) - kg 1.850 2.000
Sílica Gel (kg) 2.320 2.804
Disjuntores (acima de 230kV) (un) 36 47
Isoladores (acima de 230kV) (un) 2.818 605
Transformadores trifásico (acima de 230kV) (un) 0 0
Consumo de materiais de escritório
Envelopes reciclados (un 46.932 61.316
Envelopes brancos (un) 28.640 31.204
Papel (folha) 5.180.237 4.533.668
Papel reciclado (folha) 4.455.000 7.099.750
Cartuchos/tonners (un) 9.491 11.364

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