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GRI EU30

Indicadores de desempenho

Os resultados em 2013 para os indicadores de Frequência Equivalente de Interrupção (FREQ) e Duração Equivalente de Interrupção (DREQ) apontam para um bom desempenho no atendimento à carga, sendo os valores deste ano considerados como o segundo e terceiro melhores do histórico operacional, respectivamente. A incidência de eventos com demanda interrompida abaixo de 50 MW, que corresponde a 50% das ocorrências, e a contínua melhoria no planejamento das intervenções e no pronto atendimento quando de desligamentos intempestivos, contribuíram para estes resultados. Os indicadores de 2013 apontam para uma melhoria sustentada da qualidade de atendimento da Chesf em relação ao ano anterior (e com índice crescente nos últimos cinco anos). As áreas de manutenção e operação continuaram investindo em seus programas de capacitação, no aprimoramento dos instrumentos de planejamento de intervenções e na implantação de novas técnicas e processos de manutenção em equipamentos, linhas de transmissão e dispositivos de proteção, controle e supervisão.

Disponibilidade média das usinas de geração*

GRI EU28 | EU29

Frequência Equivalente de Interrupção (FREQ)

Número de vezes que uma carga equivalente à demanda máxima atendida pela Chesf teria sido interrompida, considerando todas as interrupções ocorridas no período.

Duração Equivalente de Interrupção (DREQ)

Tempo que uma carga equivalente à demanda máxima atendida pela Chesf teria permanecido interrompida, considerando todas as interrupções ocorridas no período.

Disponibilidade Operacional Geração

Probabilidade de, num dado momento, o equipamento estar operando, desempenhando sua função ou pronto para operar.

Disponibilidade Operacional de Linhas de Transmissão

GRI EU6 | EU8

Investimento

Em 2013, os investimentos para a expansão e modernização da capacidade produtiva da Chesf totalizaram:

Entre 2009 e 2013, a Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR)16 foi de 16,8%. Em 2013, foram investidos R$ 83,5 milhões nas usinas hidrelétricas para manutenção de níveis de continuidade e disponibilidade satisfatórios ao atendimento da demanda. Para energia hidrelétrica, nos empreendimentos em parceria, a Chesf investiu mais de R$ 703 milhões em 2013, sendo essas inversões aplicadas nas sociedades em fase de implantação. Na área de energia eólica, a companhia investiu R$ 240,4 milhões na implantação do parque eólico Casa Nova, situado no município de Casa Nova (BA).

Por meio de participações em empreendimentos de geração, a Chesf acrescentou, em 2013, um total de 1.266 MW em novos projetos, próprios e em parceria. Foram formadas 34 novas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), com um investimento de R$ 53,6 milhões. Destaque para a conclusão das UEEs17 Pedra Branca, Sete Gamaleiras e São Pedro do Lago, assim como a entrada em operação comercial de uma unidade geradora da UHE Jirau.

Na área de geração solar, a companhia iniciou o processo licitatório para implantar uma planta fotovoltaica interligada à rede elétrica em uma área localizada próxima à cidade de Petrolina (PE). A Chesf também participa de um projeto heliotérmico que será implantado também em Petrolina, em parceria com o Cepel.

A partir de 2014, a companhia irá adicionar mais 3.203 MW equivalentes ao seu parque gerador, tanto em projetos corporativos quanto em sociedades, como as participações nas usinas hidrelétricas de Jirau, Belo Monte e Sinop. A operação comercial desses empreendimentos iniciou em 2013 e segue até 2018, conforme editais dos leilões.

O Sistema de Transmissão também recebeu um investimento de R$31 milhões para a conclusão de 385 km de novas linhas e 138 eventos do Programa de Melhorias de Instalações (PMI), envolvendo 26 subestações.

Também foram realizadas avaliações extraordinárias nos sistemas de proteção das subestações em rede básica da Chesf em Luiz Gonzaga, Paulo Afonso II, Teresina, Mirueira, Joairam, Bongi, Angelim I, Angelim II, Mussuré, Goianinha. Por determinação do Ministério de Minas e Energia, a Chesf realizou um levantamento referente ao processo do Protocolo de Proteção nas Subestações de Recife II, Camaçari II e São João do Piauí.

16. Compound Annual Growth Rate. Em português, Taxa Composta Anual de Crescimento. Representa a taxa de retorno de um investimento em um determinado período de tempo.
17. Usina de Energia Eólica

Inovação, pesquisa e desenvolvimento

A Chesf acredita que a pesquisa e a busca por inovação são fatores decisivos para o sucesso do negócio, além de contribuir para a estratégia da empresa e na sua vantagem competitiva. Por isso, para a Chesf, o investimento constante na modernização de processos, aliado ao pioneirismo e ao empreendedorismo da companhia, são ações essenciais para o crescimento.

Os programas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) da empresa têm por objetivo a capacitação tecnológica e a geração de novos processos ou produtos por meio de projetos próprios ou em parceria com instituições de ensino. Sua missão é produzir benefícios técnicos e operacionais, econômicos, sociais e ambientais, gerando valor para a Chesf e para a sociedade.

A companhia diversifica seu investimento por meio de duas carteiras de projetos: uma que atende às demandas da ANEEL e tem foco nas necessidades de interesse geral do sistema de produção e transmissão de energia elétrica, com o envolvimento de reconhecidas entidades de ensino e pesquisa como executoras dos projetos e outra concentrada em questões de interesse comum às Empresas Eletrobras e que tem como executor o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

Em 2013, a Chesf lançou a Chamada Pública de “Propostas de projetos de P&D na área de fontes alternativas de energia no arquipélago de Fernando de Noronha”. Foram recebidas 28 propostas sobre Resíduos Sólidos Urbanos, Ondas, Correntes e Marés, Solar, Eólica, Acumulação de Energia, Eficiência Energética e Despacho Ótimo.

Um dos direcionadores da Chesf é investir em projetos estruturantes com alto nível de pesquisa tecnológica, ajudando a desbravar novos horizontes para o setor elétrico. Por isso, a empresa aplicou R$75 milhões no projeto “Desenvolvimento de Tecnologias para Linhas de Transmissão em Ultra Alta Tensão (UAT)” em parceria com Furnas, Eletronorte e o Cepel. O projeto terá como um dos resultados a construção e desenvolvimento do primeiro Laboratório de Ultra Alta Tensão da América Latina e vai possibilitar pesquisas em tensões extra elevada (acima de 1.000 kV em corrente alternada e 800 kV em corrente contínua), contribuir para a implantação de um novo cenário de geração e transmissão de grandes blocos de energia a longa distância com maior eficiência e trazer uma redução significativa do impacto ambiental, com maior qualidade técnica na prestação de serviços.

O total investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação em 2013, incluindo a contribuição regulamentar ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e ao Ministério de Minas Energia (MME) e também nos projetos de pesquisa a nível institucional executado pelo Cepel foi de aproximadamente R$ 129 milhões.

Com foco na carteira de projetos ANEEL, a Chesf investiu R$ 86,9 milhões de reais em 49 projetos de pesquisa enquadrados nos seguintes temas:

RECURSOS APLICADOS EM P&D+I POR TEMAS DE PESQUISA (R$ MIL) META 2014 2013 2012
Eficiência energética 51,86 173,66 97,80
Fonte renovável ou alternativa 42.512,50 873,21 1.122,60
Meio ambiente 4.310,54 2.519,82 3.400,08
Qualidade e confiabilidade 4.861,56 1.455,57 1.011,97
Planejamento e operação 19.640,06 2.990,12 2.625,90
Supervisão, controle e proteção 5.786,85 2.454,69 848,68
Transmissão de dados via rede elétrica 674,35 0,00 0,00
Novos materiais e componentes 0,00 75.495,64 410,97
Outros 2.368,78 961,66 1.680,82

GRI EU8

Projetos em desenvolvimento

Linhas de Transmissão em Ultra Alta Tensão (UAT)

Parceria da Chesf, Furnas, Eletronorte e o Cepel, o projeto tem como objetivo a construção e o desenvolvimento do primeiro laboratório de Ultra Alta Tensão da América Latina, possibilitando pesquisas em tensões extra elevada (acima de 1000 kV em corrente alternada e 800 kV em corrente contínua. Nesta parceria, a Chesf investiu R$75 milhões em 2013 e, como resultado, o projeto capacitará as empresas participantes com tecnologias que permitirão projetar, construir e operar linhas de transmissão UAT, algo que até o momento não existente no sistema elétrico brasileiro. A expectativa é que o projeto contribua na implantação de um novo cenário de geração e transmissão de grandes blocos, a longa distância, com maior eficiência, redução significativa do impacto ambiental e maior qualidade técnica na prestação de serviços.

Monitoramento das Emissões de Gases de Efeito Estufa em Reservatórios de Usinas Hidrelétricas

Em fase de conclusão, o projeto estabelece diretrizes para métodos de amostragem, análises dos dados e avaliações dos resultados em estudos de emissões de gases de efeito estufa nos reservatórios de hidrelétricas no Brasil. Foram investidos R$1,3 milhões em 2013.

Análise Limnológica das Águas de Reservatórios de Usinas Hidrelétricas

Desenvolvimento de veículo autônomo com capacidade de se deslocar na área de abrangência dos reservatórios das instalações hidrelétricas da Chesf, para realização de medição de grandezas físico-químicas da água com capacidade de mobilidade autônoma e transmissão online de dados via sistema de rádio para estação base instalada na sede da Chesf, em Recife. Ele trará informações que permitem antecipar condições de degradação da qualidade da água para uma ação corretiva mais rápida e eficaz. Investimento de R$ 518 mil reais em 2013.

Sistema de Gestão Ambiental com Suporte a Dados Geoespaciais, Multimídia e Dispositivos Móveis

Desenvolvimento de um sistema de informação que permite a manipulação de dados georreferenciados distribuídos por meio de dispositivos móveis, anotação contextual de fotografias e vídeos e suporte aos processos de gestão ambiental, englobando Planos de Ação Socioambiental e Gestão de bordas de reservatórios. Ele permite uma melhor efetividade em processos como a construção dos planos de ação socioambiental (PAS), gestão da execução, integração de dados para proposição de ações e acompanhamento das comunidades na área de atuação, gestão dos processos necessários ao monitoramento dos reservatórios e áreas marginais das usinas. Investimento de R$452 mil em 2013.

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